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Santuário
Arquidiocesano
Nossa Senhora
do Rosário
Rua
Martinico Prado, 599
Ribeirão Preto
- SP
CEP 14050-050
Fone (16) 3625-1336
rosariorp@globo.com
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História
da
Padroeira Nossa
Senhora do Rosário |
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Histórico do Rosário
A recitação dos Salmos, desde do século IX, continua sendo a oração oficial da Igreja, conhecido como Liturgia das Horas. Os 150 Salmos recitados pelos monges eram assistidos pelos fieis. Contudo, desejavam participarem desta bela prática de oração. Isto, porém, para a época era muito difícil, pois a maioria do povo não tinham acesso ao estudo, poucos sabiam ler e, para decorá-los era impossível.
Foi, então, que um monge teve a iniciativa de recitar 150 Pai-Nossos em substituição aos Salmos. Para contar os Pai-Nossos, os fieis utilizavam uma bolsa de couro com 150 pedrinhas. Mais tarde, passaram a usar um cordão com 150 nós.
Paralelamente à recitação dos Pai-Nossos, foram introduzindo a expressão bíblica da Saudação Angélica e a Exclamação deIsabel, como recitamos hoje na Ave-Maria.
No século XIII, alguns teólogos perceberam que alguns Salmos continha certas profecias sobre os mistérios da redenção. Assim, compuseram uma série de louvores e preces a Jesus e deram o título de “Saltérios de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.
Por volta do ano 1365, o monge Cartuxo Henrique de Halkar separou as 150 saudações angélicas em dezenas, intercalando entre cada dezena um Pai-Nosso.
Mas foi, especificamente, por meio de um frade Dominicano – Alan de Rupe -, em 1470, que teve origem o Rosário com um pensamento recitado junto a cada Ave-Maria.
No século XV, com o Renascimento, houve grandes mudanças no pensamento, nas artes, na vida cristã e na liturgia da Igreja. Era um novo florescimento e, um novo desafio para a Igreja.
O Rosário, também, passa por reformulações. Passa a citar um só pensamento entre cada dezena, relembrando os principais mistérios da redenção. Formando-se assim os 15 mistérios do Rosário. Hoje, de16 outubro de 2003, o Papa, João Paulo II, acrescenta um novo bloco para completar as contemplações do mistério Cristo.

Nossa Senhora das Vitórias do
Rosário
Há uma relação entre a
devoção a Nossa Senhora do Rosário
e as grandes vitórias em batalhas proeminentes
da história do Ocidente. Foi assim logo
no princípio do surgimento da oração
do Rosário, quando o Conde Simão
de Montfort enfrentava os albigenses com o Rosário
na mão, e obtinha vitórias desproporcionais
enfrentando e vencendo, com mil, a 100 mil homens.
Evidentemente que precisamos levar em conta
a mentalidade da época, que considerava
a crueldade da guerra um dado cultural, para
compreender o significado que estas vitórias
têm para nós hoje. Entre as diversas
batalhas vencidas, atribuídas à
oração do Rosário e à
intervenção de Nossa Senhora,
destaca-se a Batalha de Lepanto. No século
XVI, o Império Turco, islâmico,
crescia espantosamente e tudo empreendia para
dominar e destruir os países cristãos
da Europa. Diante do perigo iminente, o Papa
Pio V convoca uma aliança de contingentes
entre as nações européias
para enfrentar o inimigo. Contudo havia uma
grande desproporcionalidade de forças.
Mas Pio V, santo, confiava mais na providência
de Deus e na proteção de Maria
do que na força das armas. Entregou ao
generalíssimo João da Áustria
o comando da esquadra e deu-lhe um estandarte
de Nossa Senhora do Rosário, que foi
hasteado no dia 07 de outubro de 1571, sobre
as pequenas esquadras cristãs, que corajosamente
avançavam sobre as águas do golfo
de Lepanto em direção a numerosíssima
frota de Ali-Pachá. Ao final da breve
batalha, os inimigos, já derrotados e
aprisionados, confessaram que uma brilhante
e majestosa Senhora aparecera no céu
e incutira-lhes tanto medo, que entraram em
pânico e começaram a fugir. Enquanto
isso, o povo rezava assiduamente o Rosário
suplicando pela vitória da armada católica.
São Pio V, grande devoto do Rosário,
teve uma visão sobrenatural da vitória
que só fora confirmada duas semanas depois,
com a chegada da boa notícia. Com a Vitória
de Lepanto, ficou consagrada, definitivamente,
a oração do Rosário na
preferência do povo cristão. Para
imortalizar este triunfo, Pio V instituiu o
dia 7 de outubro para comemorar a festa de Nossa
Senhora das Vitórias, cujo nome foi mudado
para Nossa Senhora do Rosário pelo seu
sucessor, o Papa Gregório XVIII, que
reconheceu no Rosário a arma da vitória.
Depois de outras vitórias atribuídas
à oração do Rosário
e ocorridas em outubro, como a de Viena (1683)
e de Paterwaradino (1716), o Papa Clemente XI
instituiu a festa do Rosário no primeiro
domingo de outubro. Hoje ela é celebrada
novamente no dia 7.
O Rosário no Brasil
No Brasil a devoção ao Santo Rosário
foi trazida pelos missionários da colônia
e logo se espalhou, principalmente entre os
pretos escravos que nele encontravam as orações
mais simples e populares: o Pai-Nosso e a Ave-Maria. Eles usavam o Rosário pendurado
ao pescoço e depois dos trabalhos do
dia reuniam-se em torno de um “tirador
de reza” e ouviam-se, então, no
interior das senzalas, o sussurrar das preces
dos cativos. O Terço era toda a liturgia
dos pobres, dos que não sabiam ler nem
escrever, mas que elevavam sua alma na contemplação
dos mistérios da vida do Divino Filho
de Maria. Uma pergunta se faz: por que os pretos
africanos, sofrendo a escravidão, escolheram
a Virgem do Rosário como patrona? Alguns
historiadores afirmam que os escravos de procedência
Banto, principalmente os de Angola e Congo,
assim agiram porque a senhora do Rosário
já era sua padroeira na África,
cujo culto para lá fora levado pelos
primeiros missionários que acompanharam
a colônia portuguesa. Hoje, no Brasil,
existem mais de 100 paróquias dedicadas
a ela, e quase todas são muito queridas
da população negra.

O Rosário Hoje
O Rosário surge num contexto de carência
religiosa e da disseminação de
um espiritualismo dualista pagão que
confundia a mente do povo. Hoje, parece que
a história se repete. O povo busca satisfazer
suas carências religiosas e adere facilmente
a quaisquer espiritualidades que são
oferecidas, de fundo pagão ou que ensinam
um evangelho diferente, que lhe são oferecidas
como se fossem a salvação ao modo
de produtos de consumo. Não será
o Rosário de Maria, novamente, um instrumento
eficaz para lembrar e anunciar Jesus de Nazaré
como a verdade, a vida e como o único
caminho para Deus? Lembramos, ainda, que a oração
do Rosário se firma quando à sua
prática e à intervenção
da Virgem são atribuídas inúmeras
vitórias em batalhas dadas como perdidas.
A festa litúrgica de Nossa Senhora do
Rosário foi instituída para comemorar
a vitória na batalha de Lepanto. Estas
vitórias têm para nós, hoje,
um conteúdo simbólico, isto é,
com o terço na mão seremos invencíveis
no enfrentamento das árduas lutas da
vida na busca da verdade, da justiça
e da paz. Também, não podemos
esquecer que a devoção a Nossa
Senhora do Rosário no Brasil é
uma herança dos ancestrais negros, que
tiveram uma história de discriminação
e exclusão com conseqüências
sentidas ainda hoje. Portanto, seja a prática
da oração do Rosário para
nós um instrumento de consolação
e força dos pobres, de inclusão
dos marginalizados e de resgate da efetiva fraternidade
entre os homens.
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Referências Bibliográficas
Milícia da Imaculada – Em: http://www.miliciadaimaculada.org.br/v2/historico_rosario.asp
Rudolf Fischer
– Wollpert, Léxico
dos Papas, Vozes, SP.
Stefano de Fiores – Goffi,
Dicionário de Espiritualidade, Paulinas,
SP.
Nilza Botelho Megale, 112 invocações
da Virgem Maria no Brasil.
San Luis Maria Grignion de Monfort,
El secreto Admirable Del Santíssimo Rosário,
BAC, Madrid.
André Damino, Na Escola
de Maria, Paulinas, SP.
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